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Etonogestrel: como renovar a receita online

O etonogestrel é um progestagénio utilizado em contraceção hormonal de libertação prolongada: existe em apresentações apenas com progestagénio e também associado a um estrogénio, o etinilestradiol, no anel vaginal. Em Portugal, tal como no resto da União Europeia, trata-se de um medicamento sujeito a receita médica: a farmácia não o dispensa sem prescrição válida e nenhum serviço online pode contornar essa regra. Esta página não é um folheto informativo e não indica doses, esquemas nem modos de utilização. Essa informação pertence ao folheto aprovado pelo INFARMED e à conversa com quem acompanha a sua situação clínica. O que aqui explicamos é o processo: como funciona o pedido de renovação da receita através da Receita Viva, o que o médico avalia antes de decidir, que documento recebe se a avaliação for favorável e em que condições o pedido pode ser recusado. Quem já utiliza este método e apenas precisa de continuidade encontra abaixo os passos, os limites reais do serviço e as regras de pagamento, descritos sem promessas.

O que é o etonogestrel e porque exige receita

O etonogestrel pertence ao grupo dos progestagénios e é usado em contraceção hormonal de libertação prolongada. Existe em apresentações apenas com progestagénio e também em associação com um estrogénio, o etinilestradiol, no anel vaginal. Fica por aqui a descrição, de propósito: qualquer detalhe sobre quantidades, intervalos, duração de utilização ou momento de substituição consta do folheto informativo aprovado pelo INFARMED e da avaliação de quem prescreve. A diferença entre estas apresentações não é um pormenor de nomenclatura: as que associam um estrogénio estão associadas a um risco acrescido de tromboembolismo venoso. Se surgir dor ou inchaço persistente numa perna, falta de ar súbita, dor no peito, perda súbita de visão ou uma dor de cabeça intensa e diferente do habitual, não use este formulário nem espere pela resposta ao pedido: contacte a Linha SNS 24 (808 24 24 24) ou dirija-se a um serviço de urgência. A exigência de receita médica não é uma formalidade administrativa. Um contracetivo hormonal interage com o historial pessoal e familiar, com outros medicamentos em curso e com condições que podem tornar o método desaconselhado. Há situações em que um progestagénio isolado é a escolha adequada e outras em que não é, e essa distinção não se faz por formulário automático nem por decisão da própria utilizadora. Por isso não respondemos a pedidos formulados como "sem receita". Não existe caminho legal para obter este medicamento sem prescrição, e um serviço que o sugerisse estaria a enganá-la. O que existe é a possibilidade de a avaliação clínica ser feita à distância, por escrito, quando o caso o permite.

Como funciona o pedido na Receita Viva

O pedido começa e termina num formulário. Não há videochamada, não há telefonema e não há marcação: preenche os campos com o seu historial, os medicamentos que utiliza, as condições de saúde relevantes e o motivo do pedido, e submete. Se acompanha a sua contraceção com um médico ou uma consulta de planeamento familiar, indique-o, porque isso pesa na avaliação. A análise é feita pelo Dr. Damian Wojno, inscrito na Ordem dos Médicos da Polónia com a licença profissional 3211301. O serviço é operado pela MEDINOW Sp. z o.o., sociedade sediada na Polónia, o que determina o tipo de documento emitido, descrito na secção seguinte. O médico pode responder-lhe a pedir esclarecimentos ou documentação: registos anteriores, resultados, o nome exato do produto que já utiliza. Esse pedido chega por correio eletrónico e faz parte da avaliação, não é um passo opcional. Enquanto a resposta não chegar, o processo fica parado. Se a avaliação for favorável, recebe o documento por correio eletrónico. Se não for, é informada do motivo. Em nenhum momento garantimos o resultado antes de o médico ler o seu caso: um serviço que prometa receita à partida não está a avaliar nada.

Que documento recebe e o que a farmácia pode fazer com ele

O documento emitido é uma receita transfronteiriça em PDF, enviada por correio eletrónico, ao abrigo da Diretiva 2012/52/UE, que estabelece as menções que uma prescrição emitida noutro Estado-Membro deve conter para ser reconhecível. É importante perceber o que isto não é. Não é uma receita do SNS. Não tem código de acesso nem código de dispensa, não está associada ao seu número de utente e não aparece na aplicação SNS 24 nem no sistema da farmácia. Imprima o PDF e apresente o papel, juntamente com o documento de identificação: a dispensa é feita a partir desse documento impresso. A decisão final é do farmacêutico. Uma receita transfronteiriça pode ser dispensada em Portugal, mas o profissional avalia cada caso e pode recusar, por exemplo se tiver dúvidas quanto à prescrição, quanto à identificação ou quanto à disponibilidade do medicamento. Nem todas as farmácias estão habituadas a este tipo de documento. Vale a pena ligar antes e perguntar, sobretudo se precisa do medicamento sem margem para adiar. Dizemos isto de forma direta porque a alternativa seria deixá-la descobrir na farmácia. Se depende de continuidade sem interrupção, tenha um plano B junto do seu médico assistente ou do centro de saúde.

Pagamento, recusa e devolução

O valor pago cobre a consulta médica, ou seja, o trabalho de avaliar o seu caso, e não a emissão de um documento. A distinção determina o que acontece quando não há receita no fim. Se o médico avaliar o pedido e concluir que não deve prescrever por razões clínicas, o valor é devolvido. É o caso de uma contraindicação, de uma interação relevante ou de uma situação que exija observação presencial ou exames que não podemos realizar à distância. Se o médico pedir documentação ou esclarecimentos e essa informação não chegar, o pedido fica sem seguimento e o valor não é devolvido, porque a avaliação foi feita e o que faltou esteve do lado do utilizador. É a mesma regra que consta dos nossos termos e condições, e preferimos que a conheça antes de pagar e não depois. Não emitimos prescrições de substâncias sujeitas a regimes especiais por esta via, e há pedidos que recusamos por não serem compatíveis com uma avaliação por formulário. Quando é esse o caso, dizemo-lo em vez de aceitar o pagamento.

Revisão clínica: Dr. Damian Wojno (Ordem dos Médicos da Polónia, secção de Olsztyn, licença profissional n.º 3211301) · Atualizado em · Linhas editoriais · Operador: MEDINOW Sp. z o.o.. Conteúdo informativo; não substitui a consulta nem o folheto informativo do medicamento.

Perguntas frequentes

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